SINTUR-RJ participou do Encontro de Gestores Municipais da Baixada Fluminense sobre reparação e valorização da memória afro-religiosa
Nesta segunda-feira (28), aconteceu o Encontro de Gestores Municipais da Baixada Fluminense, realizado em Duque de Caxias. Com o tema “Reparação”, a atividade reuniu representantes de conselhos e organizações da região para discutir racismo, ancestralidade, justiça racial e a preservação da memória e do patrimônio afro-religioso. O SINTUR-RJ participou do encontro, reforçando sua atuação em espaços de debate e enfrentamento ao racismo.
Representando o sindicato, esteve presente o coordenador-geral André Nascimento. O SINTUR-RJ integra o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial, Gênero e Transversalidade de Seropédica, também representado no encontro por Iya Glauciele d’Osun, do Ilê Asé Omi Gbonã, e Lucia Gomes, do Instituto de Cultura e Religiões Afro-Brasileiras de Seropédica (ICRAB). Também esteve presente Ivonete, representando a Associação de Mulheres em Ação de Seropédica (AMAS).
Durante a manhã, no Centro de Cidadania de Duque de Caxias, uma roda de conversa abordou a reparação diante do racismo e da perseguição histórica às religiões de matriz africana. A programação contou com a parceria da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Núcleo de Combate ao Racismo e à Discriminação Étnico-Racial (NUCORA).
Um dos temas apresentados foi a história do Nosso Sagrado, conjunto formado por objetos religiosos apreendidos em terreiros durante ações de repressão policial e atualmente sob a guarda do Museu da República. A trajetória foi apresentada por Marco Antônio Teobaldo e contribuiu para o debate sobre o reconhecimento desses objetos como patrimônio histórico e religioso, além da preservação da memória das comunidades atingidas pela perseguição.
Memória e patrimônio afro-religioso
No período da tarde, os participantes visitaram o Axé Olorokê Pantanal, onde está localizado o Memorial Cristóvão Lopes dos Anjos. O espaço é conduzido por Mãe Maria de Xangô e desenvolve ações de valorização da memória e do patrimônio afro-religioso.
A programação seguiu com uma visita ao Ilê Asé Omo Oya Iyaafin Ti Ohun Ijinlẹ, terreiro de Mãe Kita de Oyá, também em Duque de Caxias. As visitas aproximaram os debates realizados durante a manhã das histórias e experiências de quem mantém vivos esses espaços de fé, cultura, ancestralidade e resistência.
Para o SINTUR-RJ, participar de espaços como esse também faz parte da luta contra o racismo e todas as formas de discriminação. Reparar passa pelo reconhecimento das violências do passado e do presente, pelo respeito ao sagrado e pela garantia de que a história, a memória e as tradições dos povos de terreiro sejam preservadas e respeitadas.
O SINTUR-RJ reafirma seu compromisso com a luta antirracista e com a construção de uma sociedade em que a população negra tenha seus direitos, sua história, sua cultura e suas tradições respeitados.
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