EDUCAÇÃO

Postado: 27/12/2019

Diante do governo Bolsonaro, cuja política para a educação é abertamente de privatização e ataques, uma pesquisa revela que a maioria dos brasileiros pensa e quer exatamento o contrário. Levantamento divulgado pelo Datafolha revela a maior parte da população acredita que o Estado deve garantir educação pública e gratuita a todos, da creche à universidade.

Segundo o levantamento, 70% defendem a gratuidade universal – independentemente se a pessoa pode pagar ou não – nas creches, 79% no ensino fundamental e médio e 67% no ensino superior.

O apoio à oferta de educação universal gratuita é majoritário em todos os recortes do levantamento: cor, gênero, escolaridade, idade, ocupação, região, religião, renda, porte do município, partido de preferência, avaliação do governo Jair Bolsonaro, confiança no presidente e autoclassificação política.

A pesquisa indica que a parcela de brasileiros que considera que a educação só deve ser gratuita para quem não pode pagar varia de 18% no caso do ensino fundamental para 29% no ensino superior.

O Datafolha ouviu 2.948 pessoas em todo o país nos dias 5 a 6 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Educação sob ataque

A Constituição estabelece a “gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais” como um dos princípios do ensino brasileiro. Contudo, uma das áreas mais importantes para a população é também uma das mais negligenciadas pelos governantes.

No governo Bolsonaro, especificamente, foi a área que mais ataques sofreu no primeiro ano, com cortes no orçamento, perseguições e censura, vindos principalmente do próprio Ministério da Educação.

Projetos como o Future-se, por exemplo, foram apresentados pelo ministro Abraham Weintraub com o objetivo de avançar na privatização das universidades e abrir espaço para setores privados lucrarem com a edudução superior.

Outro que tem interesses próprios na privatização da educação é Paulo Guedes, ministro da Economia, que junto com a irmã tem ligações diretas com o setor.

Projetos como o Escola Sem Partido, que na prática significa Escola com Mordaça, e a militarização das escolas são também graves ataques à Educação, com o objetivo de acabar com o pensamento crítico e democrático nas escolas e com a liberdade de cátedra de professores.

O mais recente ataque veio neste final de ano, em pleno recesso do Congresso, com a edição de mais uma Medida Provisória para intervir na escolha de reitores das universidades federais.

É contra esses e outros ataques que a juventude e trabalhadores da Educação foram protagonistas das maiores manifestações no país este ano, como as ocorridas nos dias 15 e 30 de maio. Com luta, estudantes, professores e trabalhadores em geral mostraram que não vão aceitar a destruição da educação pública no país.

“Bolsonaro é inimigo da Educação. Seu desprezo ao conhecimento e às liberdades democráticas representam grave ameaça à educação pública, sem contar os planos do ministro Paulo Guedes de tirar da Constituição a exigência de investimentos mínimos em saúde e educação e os ataques aos servidores públicos previstos na reforma administrativa”, alerta a dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Joaninha Oliveira.

“A pesquisa do Datafolha confirma o que as lutas já demonstram: a população não aceita a política privatista e destruidora deste governo, que precisa ser derrotado nas ruas e nas lutas. Precisamos começar 2020 preparando a retomada de um amplo processo de lutas e realizar um grande dia nacional de lutas no dia 18 de março, como foi aprovado por entidades do funcionalismo das três esferas, principalmente por entidades do setor da Educação, e assumido pelas centrais sindicais. Vamos à luta em defesa da Educação pública, gratuita e de qualidade”, afirmou Joaninha.

 

FONTE: http://cspconlutas.org.br/2019/12/maioria-dos-brasileiros-defende-educacao-publica-e-gratuita-da-creche-a-universidade/

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